Município de Avis assinala Centenário do Nascimento de Alves Redol com Exposição |
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Inaugurou a 30 de Novembro e vai estar patente ao público, até ao próximo dia 31 de Janeiro de 2012, na Sala de Exposições do Futuro Fórum Municipal da Cultura, em Avis, a Exposição “Alves Redol – Centenário do Nascimento” (1911 – 2011), destinada a assinalar o Centenário do Nascimento do escritor português Alves Redol. |
A mostra, evocativa da vida e obra deste grande escritor português, apresenta-se constituída por materiais provenientes do Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, designadamente documentos do acervo do Museu e da família do escritor, relembrando a sua vasta e diversificada obra literária, entre romances, contos, teatro, histórias e ensaios que marcaram a história da cultura portuguesa. Tinha apenas quinze anos de idade quando escreveu o seu primeiro artigo para o semanário “Vida Ribatejana”. Mas, “De Longe” vieram as crónicas enviadas de Luanda, para onde partiu em 1928. Sempre com uma forte intervenção na vida social e cultural do Concelho que o viu nascer, a 29 de Dezembro de 1911 – Vila Franca de Xira, participa activamente, desde os anos 30, na luta antifascista clandestina, facto que o que o leva à prisão nos anos de 1944 a 1963. Tornam-se célebres os “cursos de alfabetização, as aulas de português, de matemática, desenho, etc. na Associação de Classe dos Operários da Construção Civil e Ofícios Correlativos”, bem como as palestras que proferia na Rádio Xira. Colaborador assíduo do jornal “Mensagem do Ribatejo” participa ainda em jornais anti-Estado Novo e anti-salazaristas como “O Diabo” e “Sol Nascente”. Corria o ano de 1939 quando escreveu “Gaibéus”, o primeiro romance neo-realista escrito em Portugal, dedicado “à memória de Venâncio Alves e João Redol, ao ferreiro e ao campino, seus avós”, com o qual viria a iniciar “um ciclo de ficção temática ribatejana de camponeses e pescadores composto ainda pelas obras “Marés”, “Avieiros” e “Fanga”, obra que conheceu a censura prévia do regime salazarista. Em 1945 conclui o romance Reinegros, que, igualmente, por motivos de censura, só viria a ser publicado após a sua morte, em 1969, e escreve “Anúncio”, a novela “símbolo de uma civilização que conhece o arranha-céus e a caverna. Feira onde tudo se compra e se vende – mercadorias, homens, máquinas, amor e outros objectos em segunda mão”. A obra de Alves Redol, admirável, reconhecida internacionalmente e traduzida em vários idiomas, foi reveladora da observação, do estudo, da cultura, da actividade sócio-política e de todo o contexto social em que o escritor viveu. 14/DEZ/2011 |
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